De acordo com dados do IBGE, 30% dos universitários saíram de suas cidades para estudar em outra. Diante dessa informação, o bom corretor já enxerga uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro com a locação de imóveis para universitários.
Mas é aquela velha história: toda boa oportunidade é acompanhada de desafios. E o maior deles, aqui, é convencer os proprietários a alugarem seus imóveis a grupos de jovens estudantes.
Afinal de contas, quando pensamos em uma república de universitário, logo vem à mente festas até de madrugada (inclusive no meio da semana), né? Para piorar a situação, algumas pessoas ainda acham que todo estudante vive apertado de dinheiro, o que pode comprometer no pagamento do aluguel.
No entanto, estabelecendo regras no contrato, é possível contornar esses problemas. Ficou interessado nessa oportunidade de ganho extra, corretor? Então, veja dicas para se dar bem no mercado de locação de imóveis para universitários:
Localização dos imóveis
O corretor de imóveis não pode esperar o início do ano letivo se aproximar para começar a se concentrar nesse mercado. Pelo contrário. O primeiro passo está na captação dos imóveis.
De modo geral, os jovens costumam escolher um imóvel próximo ao local onde estudam. Então, é fundamental fazer um mapeamento das principais universidades da sua cidade para definir suas áreas de atuação.
Para dividir as despesas, os universitários também formam grupos grandes para morarem juntos – as chamadas repúblicas. Então, quando for captar imóveis para a sua carteira, procure concentrar nos grandes e bem localizados.
Como convencer o proprietário
Claro, é preciso que os proprietários estejam de acordo em alugar seus imóveis para universitários. Como falamos linhas acima, eles podem ficar com uma pulga atrás da orelha em relação ao perfil dos locatários em questão. Aqui, o corretor deve mostrar que os benefícios desse são maiores que os problemas.
Primeiramente, é interessante ressaltar a vantagem financeira. Uma vez que os cursos duram, em média, quatro anos, é possível garantir uma renda extra a longo prazo. Para evitar questões de inadimplência, o melhor caminho é recorrer a algum dos modelos de garantia disponíveis no mercado.
Outro ponto positivo é a falta de exigências dos locatários. Então, se o imóvel não estiver em um ótimo estado de conservação, o proprietário não precisa se preocupar tanto em fazer reformas. No geral, os estudantes se “contentam com pouco”. A única exigência é morar em um imóvel bem localizado.
Estabelecendo regras
Finalmente, chegou a hora de falar das regras que devem constar no contrato. Aqui, as duas partes envolvidas devem estar de acordo. Antes de fechar contrato, é importante estabelecer um número máximo de locatários. Não pode virar bagunça, né?
Vale a pena destacar a responsabilidade dos inquilinos durante a vigência do contrato. Por exemplo, eventuais multas devem ser pagas pelos estudantes, assim como pequenos reparos que surgirem ao longo do período.
Cadastre-se e receba novos imóveis direto na sua caixa de e-mail