Prefeitura de São Paulo quer investir no Centro Expandido para atrair moradores

Prefeitura de São Paulo quer investir no Centro Expandido para atrair moradores

A área central de São Paulo ocupa apenas 2% do território paulista, mas é sem dúvida uma das áreas com mais oferta de emprego e disponibilidade de transporte público. A prefeitura de São Paulo pretende investir em infraestrutura na região, com expectativa de atrair cerca de 140 mil novos moradores para o local, passando de 130 habitantes por hectare para 200 habitantes por hectare.


Como vai funcionar

Foi lançada uma proposta de projeto no dia 10 de julho que contempla os bairros Cambuci, Liberdade, Consolação, Santa Cecília, Bom Retiro, República, Sé, Brás, Pari, Belém e Mooca. A ideia é atrair moradores para os bairros centrais menos populosos, mantendo maior parte do centro ativo fora de horário comercial. Ter pessoas circulando na rua a noite para trabalhar e consumir mantem o bairro vivo e menos perigoso do que um lugar vazio e escuro. O diretor de Desenvolvimento da SP Urbanismo, Leonardo Castro afirma que a infraestrutura do local já é capaz de abrigar uma densidade demográfica muito maior que a atual sem nenhum investimento.

A prefeitura pretende aumentar o número de habitantes entorno da ferrovia, da Marginal do Tietê e da Baixada do Glicério, e descreve estes locais como “grandes dimensões subaproveitadas e extensões de terras públicas passíveis de transformação”. O foco de moradores desta região seriam compradores de apartamentos classe média e beneficiados por programas habitacionais.


O que faz parte do projeto

A prefeitura estima que existem 33.149 domicílios vagos no centro, e pretende aproveitá-los incentivando a reforma. Este número equivale a 14,6% do total de moradias disponíveis.

A ideia é facilitar as autorizações prévias para intervenções de imóveis tombados, criando regulações de padrão e permitindo que um novo imóvel seja construído no espaço de terreno atrás do imóvel original conservando-o.

Cuidar da infraestrutura da região, com a distribuição de novos shoppings e casas de cultura também está sendo discutido no projeto, além de limitar as vagas de estacionamento para resultar na criação de novos bolsões com edifícios-garagem e redução de carros estacionados a meio fio.

O projeto também inclui o alargamento de vias fora do miolo comercial, como as Avenidas do Estado e Celso Garcia, e uma linha de bonde que passaria em dois circuitos envolvendo espaços culturais, polos comerciais e outros pontos atrativos do centro além de estar conectado ao trem, metrô e pontos finais de ônibus.

O projeto está em fase de consultas e audiências, e será apresentado para a Câmara Municipal em 2019.


Imagem de F J Jarabeck - Flickr

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