Quem é empreendedor sabe: nos mundos dos negócios, são bem poucas as regras válidas para todos os casos e em todos os lugares. Para o mundo das franquias, a lógica é semelhante. Então, para sermos diretos aqui e responder a pergunta do título deste post (quem define o preço?), só podemos dizer: varia conforme o caso.
Inclusive, a Lei do Franchising (Lei n° 8.955/94) não determina que a responsabilidade da precificação dos produtos seja da empresa franqueadora.
Há, na prática do mercado, dois caminhos para responder essa pergunta. Uma delas é o “preço sugerido”. Usado também em outras áreas, ela garante bastante liberdade para as unidades definirem o preço. Ele é interessante porque a franqueadora é quem negocia com fornecedores e sabe das variações do preço em várias regiões. No entanto, pode criar uma competição entre as unidades se o valor sugerido for ignorado (e canibalização do mercado).
Outro caminho que diversas franqueadoras encontraram está em estabelecer um preço mínimo. Apesar de reduzir a liberdade dos franqueados, essa solução controla a competição entre franqueados de uma mesma marca, além de, também, permitir que unidades em bairros mais caros tenham preços que façam sentido com a sua realidade (e que ajudem a pagar o aluguel maior).
Por que o ponto comercial interfere no preço final?
Em uma rede de franquia, principalmente de âmbito nacional, é comum encontrar unidades que ofereçam preços totalmente distintos. O aluguel do imóvel, a qualidade da mão de obra e até mesmo a concorrência mudam conforme a região, o que pode explicar essa diferença no preço final de cada produto.
Dessa forma, não é justo que a marca obrigue os franqueados a praticarem o mesmo preço. Enquanto uns teriam lucro, outros operariam no vermelho.
Franquias imobiliárias e suas peculiaridades
Quase nunca dá para aplicar todas as máximas do setor de franquias em redes de serviços. Principalmente nas franquias imobiliárias que têm as suas peculiaridades. Aqui, não existem fornecedores e fica difícil falar em “preço mínimo”.
Afinal de contas, uma imobiliária faz a intermediação entre proprietário e comprador. São estas duas partes quem negociam e estabelecem o valor do imóvel. Nesse momento, os agentes imobiliários só entram em cena para sugerir aos envolvidos o preço mais compatível à realidade do mercado.
Enfim, independente da área de atuação da franquia, as partes envolvidas na operação devem manter contato sempre para estudar e definir o preço final mais justo de cada produto. Por isso, mesmo com a sugestão do franqueador, é de extrema importância que o franqueado tenha conhecimento de finanças.
Esse texto faz parte da série Mundo da Franquia, que pretende auxiliar o empreendedor em todos os passos para aquisição de sua primeira franquia. Leia aqui outros textos da série.
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