Após um longo período de baixa no mercado imobiliário, as notícias mais recente da economia, como a queda da taxa Selic e a projeção de crescimento do PIB, acendem um luz no fim do túnel. A expectativa é que o setor ganhe novo fôlego já no segundo semestre deste ano.
Dentro desse cenário, destaca-se, também, as novas medidas dos bancos. No final de julho, logo depois do corte Selic, as principais instituições financeiras do Brasil anunciaram redução de juros para os consumidores, inclusive para o financiamento imobiliário.
Quem trabalha no setor imobiliário ou quem pretende comprar um imóvel nos próximos meses deve ficar atento às novas medidas. A seguir, confira quais são elas:
Redução do crédito imobiliário nos principais bancos
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que existem diversas modalidades de financiamento imobiliário. O mais recorrente é o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que sofreu reajustes em todos os bancos.
O Banco do Brasil, por exemplo, reduziu as taxas de juros para 9,74% ao ano + Taxa Referencial (TR) em empréstimos pelo SFH. A instituição anunciou que quem contratar os serviços pelos canais digitais pode conseguir uma taxa melhor ainda.
Por sua vez, o Santander passar a oferecer taxas de juros em 9,49% ao ano + TR nesse sistema para quem já for cliente do banco. Já as taxas de juros do Itaú Unibanco sofreram uma queda de 0,4 pontos percentuais para 10,1% ao ano + TR.
Por último, o Bradesco tem praticado taxas a partir de 9,50% ao ano + TR, dependendo do nível de relacionamento do cliente. No começo do ano, esses índices chegavam a 10,7%. De acordo com a instituição, 1% de redução de juro significa o acesso de mais de 450 mil famílias ao crédito imobiliário.
Embora todos os bancos tenham reduzido suas taxas, os menores juros do mercado continuam sendo oferecidos pela Caixa Econômica Federal. Na média, o banco pratica uma taxa de 9,33% ao ano + TR.
Caixa Econômica Federal reduz limite de financiamento imobiliário
Ao contrário de boa parte dos bancos privados que passaram a financiar mais de 70% do valor do imóvel, a Caixa reduziu os limites de financiamento para imóveis novos de 90% para 80%. Para os imóveis usados, a redução foi de 70% para 60%.
O banco afirma que essa mudança deve impactar menos de 10% dos clientes que recorrem ao financiamento imobiliário. Aqui, vale destacar que as pessoas que já deram entrada no contrato de crédito imobiliário antes da nova medida têm um prazo para finalizar o pagamento nos tetos antigos.
Atenção às exigências
Se, por um lado, as taxas de juros estão mais atrativas, as exigências para conseguir empréstimo com os bancos estão maiores. Entre elas, destacam-se a avaliação do histórico de endividamento e adimplência, assim como o comprometimento do contratante em pagar suas dívidas, nas quais não podem comprometer 33% da renda familiar.
Aliás, ver se está tudo em dia com a sua vida financeira é uma das partes fundamentais para evitar problemas com financiamento imobiliário.
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