Blog da Leardi

Governo quer facilitar financiamento de imóveis

  • 02/03/2017

O governo federal se movimentou para tentar manter o mercado imobiliário aquecido no Brasil em 2014 e nos próximos anos. Em agosto passado, a união apresentou novas medidas para facilitar a liberação de crédito e diminuir a inadimplência no ramo imobiliário. A primeira mudança envolve a burocracia. Todos os documentos do imóvel, agora, podem ficar concentrados em um único cartório. O objetivo é diminuir os gastos e acelerar o processo de aquisição do imóvel. Há medidas mais complexas. A principal delas envolve tentar reduzir os casos comuns de inadimplência no financiamento imobiliário. Com as novas regras, os bancos terão mais facilidade na retomada dos bens em casos de falta de pagamento. Agora, bens como carros, caminhonetes, tratores, entre outros, podem ser usados como garantia em caso de inadimplência. A expectativa é que, com novas garantias, os juros possam cair. Outra mudança está na possibilidade de usar um imóvel já quitado como garantia para financiamento de um novo, aplicando até 3% dos recursos da poupança. Segundo o Ministério da Fazenda, serão gerados até 16 bilhões de reais em novas operações com essa medida. A última medida do governo foi com a criação do título Letra Imobiliária Garantida. Os bancos vão poder emitir esse título, que será isento de imposto de renda, para captar recursos para financiar unidades habitacionais. Como o título atende a padrões internacionais, isso pode significar que recursos estrangeiros também vão poder financiar o setor de imóveis no Brasil. As mudanças nas regras do financiamento são fundamentais porque ele tem sido a principal força por trás do bom momento do setor. Em 2013, o volume de empréstimos chegou a 109 bilhões de reais, um avanço de 32% ante 2012. A movimentação financiou mais de 529 mil unidades habitacionais. No fundo, a meta é fazer com que o crédito imobiliário represente 15% do PIB brasileiro nos próximos cinco anos. Hoje, está na casa dos 8%. Índice ainda muito abaixo dos Estados Unidos (80%) e do México (13%). Só que para entrarem em vigor, todas as ações dependem da edição de duas medidas provisórias, de resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) de emendas a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. As mudanças, portanto, vão ser colocadas em prática conforme as aprovações. E o governo garantiu que os resultados das eleições não vão interferir nessas mudanças. Banner_01



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