Blog da Leardi

Veja como foi o mercado da Grande São Paulo no primeiro trimestre

  • 02/03/2017

Quem trabalha no ramo imobiliário precisa acompanhar o comportamento do setor a cada trimestre para ter uma noção de como o mercado vai reagir nos próximos períodos. Assim, é possível entender a realidade, ajeitar os planos e trabalhar firme para alcançar as metas. Agora é a hora de analisar o balanço do primeiro trimestre de 2015. A tendência de queda se confirmou na capital paulista, por exemplo, mas outras regiões da grande São Paulo registraram crescimento no período. De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a diminuição do ritmo na capital paulista não influenciou os municípios vizinhos. Considerando as cidades da Região Metropolitana de São Paulo – exceto a capital –, foram lançadas 2.138 unidades residências entre janeiro e março desse ano, avanço de 2% ante aos 2.092 lançamentos no mesmo período do ano passado. Vale lembrar que o PIB caiu 0,2% no mesmo período. Quanto às vendas, o ritmo foi menor. Ao todo, foram comercializadas 2.506 novas moradias no primeiro trimestre, sendo 1.428 só no mês de março, enquanto, no mesmo período de 2014, foram vendidos 3.550 imóveis. Aqui, se compararmos apenas os números do mês de março, notamos que os municípios vizinhos vendram 12,7% a mais de moradias do que a capital paulista. O Secovi entende que o ticket médio inferior (349 mil reais contra 531 mil reais da capital paulista) ajuda a explicar o bom desempenho das cidades vizinhas. Diante desses números, observamos sinais de melhoras no mês de março, resultado parecido com o no ano passado. Se o mercado seguir os mesmos passos de 2014, o setor só vai melhorar a partir do segundo semestre. Queda na capital paulista Ao contrário da região metropolitana, São Paulo teve números ruins nos primeiros três meses de 2015. Segundo a Embraesp, os lançamentos residenciais ficaram em para 2.191 unidades, queda de mais da metade ante ao total do mesmo período em 2014. A entidade acredita que os consecutivos aumentos na taxa de juros Selic (atualmente em 13,25%), as incertezas da economia e o reajuste dos bancos para financiamentos refletem diretamente no desempenho do setor imobiliário. As vendas de imóveis também acompanharam a movimentação na capital paulista. Enquanto foram comercializadas 3.755 novas moradias no primeiro trimestre de 2014, foram vendidas 2.736 unidades residenciais nos primeiros três meses de 2015, queda de 27%. O ritmo de queda inverteu-se em março, já que as vendas avançaram 73% em relação a fevereiro e chegaram a 1.267 unidades comercializadas. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) atribui a esse crescimento, em partes, o número superior de dias úteis em março. Banner_01



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