São Paulo passa pela pior seca dos últimos 70 anos, segundo dados da Climatempo. Para a capital paulista e em muitas cidades do interior do Estado, a falta d'água é realidade nos reservatórios. Além da situação ambiental complicada, essa nova situação pode ter uma série de consequências (especialmente para o setor imobiliário).
Nenhuma mudança mais radical foi feita pelos governos ainda, mas já foi debatida a ideia de paralisar toda o setor de construção enquanto a chuva não voltar. Ainda que a decisão não tenha avançado, ela dá dimensão do tamanho do impacto possível ao setor imobiliário.
Por enquanto, a crise hídrica está interferindo indiretamente nos mercados de construção civil e de imóveis. E as questões tendem a ser localizadas. Em Itu, por exemplo, uma das cidades mais atingidas, a prefeitura da cidade está racionando água há dez meses. Não há dados específicos, mas é óbvio que a medida de emergência diminuiu o ritmo de compra de imóveis na região. Além disso, novos fatores passaram a ganhar importância na hora da compra, como tamanho da caixa d'água e poços artesianos no terreno.
Um setor que já sente os efeitos do racionamento é o da construção civil. As lojas de materiais já reportam encontrar dificuldades na venda de cimento, areia e pedra (que, misturados água, produzem concreto). Para se ter uma ideia, uma das principais loja de Itu declarou que as vendas de materiais de construção caíram 20%.
E não para por aí. Casas de lazer vizinhas das represas também perdem valor. Um exemplo é a região de Bragança Paulista, onde as vendas imobiliárias às margens do reservatório despencaram. Com a seca, o efeito negativo se estende até o setor de turismo. Pousadas da região chegaram a declarar queda de 80% no faturamento mensal com turistas.
Todas essas informações são importantes para o corretor. Ao se aprofundar no assunto, ele não é pego de surpresa. Leia, abaixo, mais informações sobre a água, o seu consumo nos condomínios e dicas de economia:
Importância da água
Dentro de um condomínio, o consumo de água representa a segunda maior despesa mensal entre os moradores. Conforme a Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, a conta de água só fica atrás de encargos e mão de obra.
Consumo inteligente
Com a seca anunciada há tempos, o Secovi-SP vem, desde fevereiro, promovendo ações de conscientização distribuindo folhetos com orientações de consumo inteligente em condomínios.
Além da conscientização, é preciso partir para ação. Recomenda-se, por exemplo, a instalação de hidrômetro individual para controlar o desperdício de água. Em situação desesperadora, alguns prédios já estão limitando até o uso de piscinas.
Diferencial no uso
Um sistema que uma série de condomínios está apostando é o de reuso. Além do impacto ambiental positivo, ele chega a reduzir até 30% do consumo de água, conforme estudo da USP.
Por fim, como a crise hídrica parece que veio para ficar, os novos empreendimentos já podem ser construídos com um sistema de captação de água da chuva para reuso e isso gera efeitos positivos no preço. Imóveis com sistema de reuso tendem a ter valor maior do que os sem.
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