Blog da Leardi

Corretores parceiros: como dividir as tarefas e os ganhos

  • 02/03/2017

Em meio ao boom imobiliário que o Brasil experimentou na última década, milhares de profissionais abandonaram o emprego para iniciar uma carreira de corretor de imóveis. Hoje, são 320 mil profissionais, entre pessoas físicas e jurídicas, registrados em todo país. E o estado de São Paulo concentra quase metade desse total, com 150 mil deles. Não é por menos. De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), enquanto a renda média de um corretor de imóveis é de 7 salários mínimos no Brasil, em São Paulo o valor chega a 10 salários mínimos. Para enfrentar essa alta competitividade no mercado, os profissionais têm recorrido a duas saídas: a especialização em cursos e o trabalho em parceria. Ao contrário do modelo normal de imobiliária, em que os corretores ficam subordinados ao dono, na parceria, eles atuam como sócios, estabelecendo os próprios direitos e responsabilidades. A princípio, não parece uma boa ideia dividir os honorários. Ainda mais sabendo que o setor imobiliário é muito inconstante, no qual há meses em que o corretor pode ficar sem vender nenhum imóvel. Por outro lado, a parceria agiliza o processo de negociação, beneficiando proprietários, corretores e compradores. Antes de fechar uma parceria, você precisa estabelecer quais serão os direitos e deveres de cada envolvido, assim como os critérios de divisão de honorários. Veja algumas dicas para te ajudar nesse sentido: Número de parceiros A parceria mais comum ocorre entre dois corretores. Basicamente, uma parceria nasce quando um corretor capta um imóvel e o outro apresenta um cliente. A partir desse momento, se a parceria funcionar, eles podem dividir as tarefas da seguinte maneira: enquanto um corre atrás para captar mais imóveis, o outro fica responsável por conhecer e fazer o primeiro atendimento aos clientes. É muito importante que todos informem os clientes quanto à parceria, para que eles saibam a quem procurar na hora de dúvidas. Divisão dos honorários Normalmente, a divisão é igualitária, isto é, 50% da comissão para cada corretor. Mas, no fundo, quem determina essa divisão são os próprios parceiros. Por exemplo, se o trabalho de um dos profissionais for colocar placas e atender visitas pela cidade, pagando do próprio bolso pelas despesas, é justo que ele receba um pouco mais da comissão do que o corretor que trabalhou, na maior parte do tempo, no escritório. Mais uma vez, vale lembrar que esse acordo deve ser feito antes do início dos trabalhos e, mais importante ainda, que ele seja feito sob contrato para evitar discussões no fim da negociação. Escolha do parceiro O seu parceiro será o seu sócio por um período. Portanto, seja extremamente criterioso em sua escolha. Aqui, duas características são fundamentais: competência e confiança. Busque referências do seu parceiro. Para quem está começando na carreira, a parceria com corretores mais experientes pode ser uma boa alternativa. Talvez a comissão seja menor, mas o aprendizado pode compensar. Por fim, caso você perceba que o seu parceiro relaxou e está apenas se aproveitando do seu esforço, tenha uma conversa franca com ele. Se não adiantar nada, procure um outro parceiro após concretizar a transação. Banner_Guia



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