Blog da Leardi

Como os reajustes no IPTU podem afetar o mercado imobiliário

  • 02/03/2017

Você já deve ter lido sobre isso. No final de 2014, as Câmaras municipais de Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, principais mercados imobiliários do país, aprovaram o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). As medidas já entram em vigor a partir desse ano. Como o IPTU é calculado de acordo com o valor de mercado do imóvel, levando em consideração a localização e o tamanho de cada unidade, isso significou um aumento para os moradores dessas capitais. Isso não significa, necessariamente, que um cliente procurando um apartamento, por exemplo, vá desistir depois do aumento do imposto. O que é fundamental, no entanto, é que o corretor tenha essa informação na ponta da língua e que informe ao interessado sobre a taxa. Especialmente porque nem sempre a mudança envolve apenas o aumento. Regras novas em São Paulo A mudança foi maior na capital paulista. Em vez de apenas reajustar o valor, a cidade mudou a lógica da cobrança. Agora, prédios e casas em estado de conservação inadequado ou que estejam desocupados passarão a pagar mais pelo descuido. Nesse caso, o aumento deve ser progressivo e vem junto com um alerta. A nova regra prevê que, após cinco anos de não pagamento, os proprietários desse tipo de imóvel podem perdê-los via desapropriação. Além dessa mudança, São Paulo também tem reajuste no IPTU. A previsão é que ele avance em até 10% para imóveis residenciais e em até 15% para unidades comerciais. Há unidades residenciais isentas da cobrança de impostos. Entre eles, estão os imóveis com valor venal de até 160 mil reais, terrenos com avaliados em até 90 mil reais e imóveis registrados no nome de aposentados com rendimentos de até três salários mínimos. Dos 2,6 milhões de domicílios existentes na capital paulista, 1,1 milhão estão nessa situação. Belo Horizonte O imposto em Belo Horizonte terá reajuste de 6,46%, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-e/IBGE). Na capital mineira, 636 mil imóveis pagarão IPTU, o que deve render 1,315 bilhão de reais aos cofres públicos. Pouco mais de 90 mil unidades estão isentas do imposto por ter valor venal inferior que 50,8 mil reais. Curitiba Tendo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como base, o reajuste do IPTU estará limitado ao acúmulo da inflação, ficando entre 5% e 6% na capital paranaense. Além dessa correção, a Câmara Municipal aprovou o aumento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), de 2,4% para 2,9%. Com os dois reajustes, é esperada a entrada de mais 51 milhões de reais aos cofres públicos já em 2015. Rio de Janeiro Assim como em Belo Horizonte, o Rio de Janeiro faz o reajuste do IPTU com base na variação do (IPCA-e/IBGE), avaliada em 6,46%. Os contribuintes que pagarem o imposto em cota única até fevereiro ganha 7% de desconto. Quem preferir parcelar, pode pagar em até 10 vezes, entre fevereiro e novembro, sem descontos.  Banner_01  



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