Mesmo com a economia brasileira retraída, a procura por imóveis voltou a ter um crescimento nos últimos meses. De acordo com levantamento exclusivo feito para o Estado de S. Paulo pelo portal de classificados online Zap, as buscas por imóveis de quatro dormitórios na Grande São Paulo cresceram 11% de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao ano anterior, quando o interesse havia avançado apenas 4%.
Vale dizer que a pesquisa levou em conta dados anuais de 2013 a 2015 e uma projeção para 2016 com base nas informações de janeiro a setembro.
Segundo o estudo publicado, essa alta se deu porque, apesar de o desemprego estar alto, ao se fazer um corte por renda verifica-se que, nas classes mais altas, a desocupação é menor. Além disso, outro fator importante que influencia diretamente nesses dados é que a liberação de crédito para esse perfil de alta renda é mais fácil.
Ainda de acordo com o estudo, como recentemente a Caixa Econômica Federal aumentou o valor máximo de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões, os bancos privados podem sentir a pressão, caso haja aumento da demanda, e devem começar a trabalhar com a mesma faixa.
O levantamento ainda mostra que a valorização do metro quadrado nesses imóveis de quatro dormitórios está desacelerando, sendo que a alta foi de 7% de 2014 para 2015 e só de 2% na comparação deste ano com 2015.
Ah, e para que saibam, Moema é bairro paulistano que reúne a maior quantidade de imóveis de quatro dormitórios, sendo seguido por Campo Belo, Morumbi, Perdizes e Higienópolis.
Esse pode ser o momento para negociar melhores condições nesses imóveis maiores, uma vez que há um descompasso entre o aumento da procura e os lançamentos de unidades nesses moldes, nos últimos quatro anos. Veja só: a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostra que a participação dos imóveis de quatro dormitórios no total de unidades lançadas vem perdendo espaço: em 2013 representavam 5% os lançamentos, enquanto que neste ano foram apenas 2%.
Boa sorte, corretores!
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