Programa habitacional tem mais de 100 mil contratos

O último balanço da Caixa Econômica Federal sobre o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, que pretende construir 1 milhão de novas moradias para famílias com renda mensal até dez salários mínimos, fala em contratação para construção de 103.377 casas e apartamentos. Mas no decorrer desta semana a Caixa assinou contratos para mais 1.862 unidades, com soma de 105.239 novas moradias. O programa foi lançado em março pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

É possível até que as construções contratadas sejam em maior número, caso a Caixa não tenha divulgado todos os convênios realizados nos últimos dias. Mas, de acordo com os números até sexta-feira, a Caixa havia recebido 2.075 propostas de empreendimentos com 415.419 moradias e o volume de contratações até então somava investimentos de R$ 6,63 bilhões.

Como terminou naquele dia o prazo para que os municípios com menos de 50 mil habitantes apresentassem propostas de participação no programa do governo federal, e é comum o brasileiro deixar as coisas para a última hora, técnicos do Ministério das Cidades estimam que os números de convênios também tenham crescido. O ministério promete divulgar lista completa dos convênios, mas não tem data.

O programa anunciado em março pretende reduzir o déficit habitacional, estimado em torno de 7 milhões de moradias, e para isso vai investir R$ 34 bilhões – R$ 25,5 bilhões dos cofres da União, R$ 7,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Do total de 1 milhão de moradias, 400 mil serão destinadas a trabalhadores com renda até três salários mínimos, 200 mil casas para quem ganha entre três e quatro salários, 100 mil casas de quatro a cinco salários, mais 100 mil para ganhos entre cinco e seis salários mínimos e as 200 mil moradias restantes para renda de seis a dez salários.

Os financiamentos serão para imóveis até R$ 130 mil nas regiões metropolitanas do Rio, São Paulo e Brasília. O teto cai para R$ 100 mil nas outras capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes, e se reduz para R$ 80 mil nos financiamentos para os demais municípios.

Fonte: O Fluminense