Construção civil recupera terreno

Em mais um dia de bom humor nos mercados, as ações de empresas ligadas à construção civil e ao consumo interno foram os destaques na ponta compradora. Rossi ON brilhou no topo da ranking de altas do dia, ao subir 7,78% e fechar em R$ 14,55. As ordinárias da MRV ganharam 4,03% a R$ 12,90, e a fabricante de painéis de madeira e metais Duratex, 4,24%, a R$ 17,20.

De acordo com Eduardo Oliveira, da mesa de operações da Um Investimento, circularam no mercado informações de que o programa Minha Casa, Minha Vida, seria ampliado, o que colaborou para o movimento de alta nos papéis de empresas ligadas ao setor de construção. Ao lado disso, os papéis da Rossi não tiveram bom desempenho em janeiro e, mesmo após a alta de ontem, recua 4,91% no acumulado do ano.

Além disso, de acordo com Oliveira, as perspectivas de aumento de renda e crédito para a classe C em 2010 ampliam ainda mais as possibilidades de ganhos com papéis das construtoras. \”O mercado de construção civil ligado à baixa renda é um dos que mais vai se beneficiar com a melhora da economia. É o caso de apostar nesses papéis\”, disse.

No setor de consumo interno, que na visão de Oliveira, também apresentará bom desempenho no ano, as ações preferenciais (PN) do Pão de Açúcar valorizaram 3,62% e fecharam o pregão a R$ 65,29. \”Sem dúvida, é a melhor opção do setor. Os mesmos motivos que ajudam a construção civil fortalecem também empresas voltadas para o consumo interno. Essa ação tem boas perspectivas para o ano\”, avalia.

A informação de que a Telefónica teria o aval do governo italiano para fazer oferta de aquisição da Telecom Itália fez com que as ações da TIM se valorizassem no Brasil. TIM ON subiu 5,41%, fechando em R$ 7,40 enquanto a preferencial (PN) subiu 4,42%, ficando em R$ 5,20.

Ainda no setor de telecomunicações, a Oi amargou as maiores quedas do dia. As ações da Telemar, que controla a operadora, caíram 3,36% a R$ 54,31. As ON e PN da Telemar Norte Leste também caíram, 2,52% e 2,62 %, respectivamente, após a suspensão do lançamento de debêntures no valor de R$ 2,3 bilhões.

A ação preferencial da Klabin foi positivamente influenciada por uma notícia negativa de sua concorrente, a Suzano Papel e Celulose, segundo Oliveira. A Suzano anunciou que uma fábrica sua na Bahia teve de parar a operação, resultando em uma perda de 42 mil toneladas de celulose por mês. A Klabin PN subiu 4,10% no dia e fechou em R$ 4,10. Para o analista, ainda há espaço para apreciação do papel.

Publicado por: Jornal do Commercio em: 03/02/2010